Na manhã desta quarta-feira, dia 20 de maio, o vice-prefeito Elizeu Rios participou de entrevista ao Jornal Canal Aberto, onde falou detalhadamente sobre a importância da Zona Azul para o desenvolvimento de Senhor do Bonfim, relembrou os motivos que levaram à sua suspensão e defendeu que a medida, se bem estruturada, é fundamental para organizar o centro e impulsionar a economia local.
Elizeu explicou que a suspensão ocorreu porque, na época, o sistema funcionava mais como uma forma de arrecadação do que de organização: “Nós suspendemos porque entendemos que o comércio é quem gera emprego e renda, e não pode ser sufocado. Na prática, quem pagava para estacionar ainda levava 7 pontos na carteira e multa de quase R$ 200 — era uma verdadeira fábrica de fazer dinheiro. Mas a Zona Azul não existe para arrecadar, e sim para ordenar, para garantir a rotatividade e dar oportunidade às pessoas”.
Segundo ele, a falta de organização no uso das vagas é um dos grandes problemas atuais. “Basta passar às 7h ou 7h30 nas ruas do centro — na Praça Doutor José Gonçalves, nas ruas próximas à Caixa Econômica Federal, à Praça Nova e em todas as vias ao redor — e verá que já está tudo cheio, sem espaço para quem chega. Muitas vezes, os próprios comerciantes deixam seus veículos estacionados em frente às lojas durante todo o dia, ocupando vagas que seriam destinadas aos clientes”, alertou. Ele lembrou que há mais de 2 mil estabelecimentos comerciais ativos na região central: se pelo menos 30% dos proprietários deixam seus carros nas ruas, são cerca de 600 vagas ocupadas permanentemente — sem contar os veículos dos funcionários —, o que reduz drasticamente o espaço para quem vem consumir.
O vice-prefeito também rebateu a ideia de que a medida traz custos excessivos para a população. “Muitos reclamam do valor da taxa, mas eu pergunto: quanto custa um litro de gasolina hoje? Quase R$ 8. Quem fica dando voltas pelo centro procurando onde parar gasta, no mínimo, R$ 5, sem contar o tempo perdido. Ter vagas organizadas e rotativas é, na verdade, economia e praticidade para todos”, argumentou.
Ele destacou ainda que Senhor do Bonfim é uma cidade polo, que atende moradores da região e de outros municípios, e que a organização do centro é essencial para manter esse fluxo. “Quem movimenta a economia é o comerciante, é quem vem de fora para comprar, fazer negócios, ir à padaria, ao açougue ou ao banco. Se não tem onde estacionar, a pessoa desiste, vai para outra cidade — e nós perdemos vendas, empregos e força econômica”, completou.
Sobre o retorno da medida, Elizeu contou que o assunto foi debatido em audiência pública na Câmara Municipal, quando as entidades de classe pediram mais tempo para realizar estudos. “Temos pesquisas que mostram que mais de 70% dos comerciantes são favoráveis — não estou falando de grupos de mensagens, onde a opinião muitas vezes é induzida, mas de dados reais. O próprio prefeito Laércio Júnior já deixou claro: a Zona Azul só voltará se os comerciantes entenderem que ela é necessária. E o que vemos hoje é que aqueles mesmos que pediram para tirar, agora são os primeiros a pedir para voltar — porque perceberam que organizar é o caminho para crescer”, afirmou, elogiando o trabalho das associações comerciais, da CDL e de outras entidades que têm colaborado com a gestão.
A expectativa é que, já em junho, o tema volte a ser amplamente discutido com a sociedade e as entidades representativas, para que, em julho, seja tomada uma decisão definitiva. “Nosso objetivo não é criar custos, mas sim dar condições para que o centro volte a ser um espaço dinâmico, onde todos tenham espaço para estacionar, circular e fazer negócios. Quem tem visão sabe: organizar é o primeiro passo para fazer a cidade avançar”, finalizou o vice-prefeito.
Nonato Notícias

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