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Exclusivo! Caso de jovem carbonizado em Valente tem reviravolta na motivação; saiba qual

Foto: arquivo pessoal


A execução do jovem Paulo Henrique Batista Nascimento da Silva, que abalou o município de Valente, Nordeste da Bahia, apresenta uma reviravolta na possível motivação do crime. Robson de Araújo Silva, o suspeito, pode ter assassinado a vítima por ser homofóbico. A informação foi levantada com exclusividade pelo jornalista Jean Mendes.

Inicialmente, o próprio Robson afirmou que matou Paulo Henrique porque a vítima estaria mantendo contato, pelo Instagram, com sua esposa. Mas duas inconsistências derrubam sua tese: a vítima era homossexual, apesar de nunca ter assumido publicamente para a família. E o autor não estava atualmente casado.

Depois da prisão de Robson, as acusações de possível infidelidade recaíram sobre a ex-esposa dele, que estava sendo ameaçada há alguns dias. Com medo e acuada, ela abriu o jogo para o jornalista Jean Mendes. Sob a promessa de que não seria identificada, fez questão de desmentir o ex-marido.

“Eu coloquei um fim no nosso relacionamento há nove meses. O único vínculo que tenho com ele é meu filho. Não sei o motivo de Robson ter inventado essa história, de que o Paulo mandou mensagem para mim. Isso nunca existiu. Só deve ter falado isso para sujar minha imagem”, contou.

“Eu não tinha contato com Paulinho. Eu o via, na rua. Era um menino alegre, de bom coração. Sei que não era da índole do Paulinho, de mandar mensagem para ninguém”, acrescentou a ex-companheira de Robson. Questionada, então, sobre a possível motivação para tamanha brutalidade, ela ponderou: “Todo mundo quer saber, porque ele fez isso. Paulinho não fazia mal a ninguém”.

Para a mulher, Paulo Henrique era gay e, por isso, foi assassinado. “Pelo que li, ouvi e assisti, só pode ser homofobia. Para mim, é um baque, assim como para a cidade inteira. Não tem outro argumento”, informou.


CASO

O corpo de Paulo foi achado carbonizado sobre uma cama, dentro de uma casa, no Centro de Valente, na tarde de sábado (16/5). Policiais militares foram acionados e isolaram a área do crime até a chegada do Departamento de Polícia Técnica.

Inicialmente, houve uma suspeita de que Paulo poderia ter sido vítima de um acidente. Mas um detalhe feito pelo próprio suspeito, Robson, chamou a atenção. Ele comentou com um amigo, pelo WhatsApp, que teria enforcado um homem e, em seguida, o assassinado, incendiando sua cama.

Uma fonte da Polícia Civil disse ao Região em Pauta que, por volta das 7h, Robson encaminhou um vídeo e uma fotografia para um contato no aplicativo de mensagem: “Matei um cara”. O amigo dele, inicialmente, não acreditou. Porém, quando o corpo de Paulo Henrique foi achado, ele ligou os pontos e acabou comentando com uma pessoa o que teria recebido pelo celular.


Região em Pauta




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