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MST da Bahia inicia caminhada de protesto de Feira de Santana até Salvador

Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade


Foi iniciada na manhã desta quarta-feira (8), em Feira de Santana, a caminhada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em direção à capital do estado, Salvador, com previsão de chegada no dia 16 de abril.


Cerca de 2 mil pessoas de 10 regiões do estado integram a marcha. O movimento protesta contra os 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996 no sul do Pará, quando 21 trabalhadores rurais sem-terra foram assassinados em uma ação policial.



Além de denunciar a violência no campo, a caminhada do MST da Bahia pede agilidade no programa de Reforma Agrária Popular.



“Tanto por parte do Governo Federal, no processo de apropriação de assentamentos, questão de liberação de crédito para famílias assentadas, mas também do Governo do Estado, que possa se comprometer também e ajudar a melhorar os assentamentos de reforma agrária de todo o estado da Bahia”, informou Ivanildo Costa, integrante do MST, em entrevista ao Acorda Cidade.



Após chegarem a Salvador, os manifestantes realizarão um ato de protesto durante uma sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), na sexta-feira (17).


Ainda segundo Ivanildo, o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Bahia, Carlos Borges, esteve na marcha e confirmou o início de um processo de negociação nesta quinta-feira (9).



“A partir de amanhã, vai iniciar um processo de negociação com o Governo do Estado e a gente espera uma audiência com o nosso governador para fechar essa negociação”, declarou o representante do MST ao Acorda Cidade.



Durante o percurso, serão feitas em torno de 8 paradas. Os integrantes do movimento pretendem andar 15 km por dia até chegar ao destino.


MST da Bahia



Iniciado em setembro de 1987 na Bahia, o MST coleciona diversas conquistas ao longo de 38 anos de atuação. São cerca de 15 mil famílias assentadas e mais de 18 mil na produção de alimentos.

“Faz essa luta pela democratização da terra e por melhoria no campo e na cidade também, porque nós na roça é quem produzimos o alimento para colocar na mesa de quem está na cidade”, reforçou Ivanildo Costa.



Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade



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